NOSSOS ANOS DE OURO

É, a lembrança gastronômica me remeteu a uma certa nostalgia temporal.

 

A princípio nossos anos de ouro, e posso dizer pelo Di também “acredito”, foram aqueles anos que merecem sim serem relembrados e contados até para nossos netos.

 

Foi a melhor época em que grandes experiências nós vivemos e acho que todo ser de 15, 16 ou 17 anos tem que viver. A nossa tão “saudosa” biblioteca da Penha, lugar onde as pessoas mais importantes de nossas vidas ainda estão mesmo que em pensamento é o lugar em que também descobrimos, com absoluta certeza que nosso pinto “desculpem o mau jeito” não servia só para mijar.

Foi o tempo em que todos se descobriram em diversos sentidos, onde despertamos e fomos despertados para o carinho e amor com os outros, principalmente com as meninas.

Lembro ainda hoje do Di “Diogo para que não saiba”, com todos seus lapsos comportamentais, afinal de contas ele era o garoto mais batuta, mais amuado e mais DDA, que não conseguia entender bem ao certo o porquê que seus melhores amigos “Eu e Dorin” fumávamos tanto, não compreendia “e ainda não compreende assim como eu” o coração e o modo de pensar das meninas, entendia sim quando era a hora de eu parar de apostar minhas fichas, só para apostar em outra garota.

 

Éramos “Coll”, fazíamos plantões diários na porta da biblioteca, entre as guloseimas e as aulas de teatro com Tio Paulo “as aulas de teatro, isso eu sinto falta”, – Lembro de uma conversa que tivemos enquanto fumávamos que ele me disse : Eu sei que você não entrou no teatro por causa do teatro. EU: Não ? TIO PAULO: Claro que não, você entrou por causa das meninas assim como eu fiz, e assim como eu fiz, você ficou por causa do teatro. EU: É … -, nossas sagradas seções de RPG e como ali sempre estávamos acabamos virando o arroz de festa daquele lugar, conhecíamos todos e todos nos conheciam, muitos derramaram lágrimas em nossos ombros e “muitas” garotas nos fizeram perder o sono.”Algumas ainda fazem”

 

Relembrar, ao que parece nos torna mais vivos quanto há anos tão gloriosos. Já hoje posso afirmar que somos mais que “Coll” somos dois “Collzão”, o Di tem vivido de uma forma que ele se sente feliz, bem e sente-se bem acompanhado, eu por outro lado venho traçando novas perspectivas, venho tentando acertar alguns erros desse passado, tentando reconquistar novas chances que por ironia do destino se foram e eu quero acreditar que elas podem voltar.

 

Esses dois “collzão” estão envelhecendo rápido demais, ainda foi ontem que estávamos nos alistando para o exercito e rezando para que não fossemos convocados e esse ano já saímos do reservista. Agora nada vai poder barra o tempo, em um prazo máximo de dois anos já vão haver alguns pentelhinos e pentelhinhas gritando TIO, TIO, TIO. E não vai ser só TIO, ai ser TIO ARMUD, TIO DIOGO e assim por diante, com quase todos que dividiram tantos momentos conosco.

 

Acho que o tempo vem nos tornando decadentes. Decadentes do tempo é isso, e a única vergonha não é ficar decadente, mas sim não poder fazer nada para evitar isso.

 

Quanta saudade, quanta memória, quantas pessoas, quantos amores, quantas dores, quantos momentos, quanto, quanto, quanto…

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Sobre Armud

Armud é apelido de Armando Rapchan... Videomaker, editor, fotógrafo e por diversas vezes bobo da corte!
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2 respostas para NOSSOS ANOS DE OURO

  1. diogoandrade disse:

    Desse jeito as pessoas vão saber que a gente tem um caso amoroso que nem os cara da novela, Armandinho…

    Mas coll eu nunca fui não…

  2. armud disse:

    naum vc sempre foi um COLLZÃO !!!

    HEHEHE

    ta certo benhêêÊ !!!

    HUA HUA HUA

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